LA BARCA FUTEBOL CLUBE

Bola na área era meio gol para o Baronense

Não adianta colocar a culpa no esforçado goleiro convidado. Não adianta colocar a culpa no campo, nas bolas ou no juiz que vai fazer o seu digno trabalho. Os símbolos do martírio labarquense, que completou 3 jogos sem vencer, passa pelo que acontece dentro das quatro linhas – e também, em parte, fora delas. Há uma crise de identidade no clube? Será que algumas hierarquias não precisam ser revistas? Ou mesmo que o plantel esteja clamando por uma renovação?

O empate em 2 a 2 contra o Baronense não se configurou em resultado pior pois Anderson estava com a pontaria em dia – e isso é motivo para celebrar. Foi com a mira afiada que ele acertou um chutaço de fora área, que tocou o travessou antes de escorrer pela rede, empatando um jogo feio que o La Barca, mais uma vez, insistiu em sair perdendo. O guardiolismo de Leo Dutra parece dar sinais de desgaste, pois, por maior que detenha a posse de bola durante o jogo, esse domínio não se converte em oportunidades criadas e, consequentemente, o time sofre para marcar gols.

 

Will, meio desajeitado, tenta bloquear o passe

Por outro lado, o dutrismo sofre gols bobos com frequência maior do que deveria uma equipe com a qualidade que tem à disposição. Seria um envelhecimento precoce? Seriam alguns egos inflados? Seria puro narcisismo? Ou, enfim, seria falta de vontade ou má gestão? Como diz o poema, depois de 9 meses a gente vê o resultado.

O fato é que, no jogo contra o Baronense, que machucou as vistas de quem esteve presente nos arredores do campo, no distante Belém Novo, entre longos hectares povoados por vacas, gatos, cachorros, ratos, quero-queros, além dos animais que disputavam a bola, o sábado não terminaria bem para o La Barca.

 

Ronald, o La Barca está contigo!

 

Por mais que detivesse o controle do jogo, entre aspas, os (des)comandados de Leo “Abençoado” Dutra não se encontravam em campo, buscando jogadas solitárias e individuais. Como Al Capone preso em Alcatraz, jogavam totalmente no escuro. Se sair jogada, saiu. E saiu um pouco na sorte, um pouco no ímpeto de um dos poucos que se sobressaiu.

Em jogada individual pela ponta direita, Anderson bateu forte para dentro da área, fazendo a bola golpear o adversário com força e velocidade suficientes para impedir a sua reação. Essa foi a notícia boa. A ruim é que este gol apenas empatava um jogo que estava feio de ver, de jogar e mais ainda de retomá-lo na memória. Um sábado para esquecer.

La Barca – Lucas, Penna (Kiko), Badeco, Fá (Rafinha), Edu (Carboni), Pedrinho, Natã, Japão, Ronald, André (Fernando), Anderson (Beline). Tec. Leo.

18/04/2026

Comments are closed.