
Quando as coisas parecem que vão voltar a andar em uma boa direção, vem nova derrota, problemas internos e a insistência de uma longa crise. Como resolvê-la? Uma vitória contra o UTI, adversário recente, mas já tradicional, poderia formar as bases para um último fôlego antes do final da desastrosa temporada de 2026. Que acabe, logo, por fim.
Será que vale a pena dizer, uma vez mais, que o La Barca jogou melhor, criou mais chances, teve mais posse de bola e, mesmo assim, perdeu novamente? A derrota de 3 x 2 repete uma situação recorrente na temporada e afunda o time em uma crise sem fim.

No jogo, em um momento em que já dominava a partida e controlava totalmente as ações do meio de campo, sofre um gol em um cochilo da marcação, após cruzamento na área. Por sorte, encontrou o empate logo em seguida, em cobrança de falta de Tião que contou com a colaboração do goleiro, que reagiu muito lentamente ao pique da bola logo a sua frente e se viu encoberto por ela.
O empate ajudou a manter o domínio do jogo, mas não deu o ânimo suficiente para construir a virada. Na verdade, até deu. Após roubada de bola e passe de Pedrinho, que lançou Guilherme em direção à área, o jovem convidado conduziu até a linha de fundo e serviu Anderson. Aos trancos e barrancos, o injuriado goleador não conseguiu enquadrar o corpo a tempo e bateu por cima do gol.

A bola pune. Em contragolpe, o adversário pegou uma defesa perdida, correndo para trás e dando espaço para o construtor de jogadas do UTI pensar tranquilamente o que fazer. O gol recolocava o adversário em vantagem, mesmo que apenas se defendesse. Mas o terceiro gol do UTI seria ainda mais trágico. Logo depois, viria ainda uma falha monumental de Zapata, que, sozinho, defendeu um chute (ou seria um cruzando) soltou a bola a sua frente. Ela quicou e o oportunista atacante do UTI só escorou para as redes. Depois disso, o La Barca foi só pressão.
Pressão suficiente apenas para descontar. Em jogada individual, Dill invadiu a área aplicou um drible desconcertante no defensor, e chapou no outro canto. Um golaço e uma lesão na coxa. Depois disso, foram chutes de fora área, de dentro da grande área, da pequena, rebotes, e nada empate. O apito final selou o final que seria triste para alguns, menos tristes para outros, mas com o abismo cada vez mais próximo.
LA BARCA: Zapata, Badeco, Bruno, Max, Áureo (Andrei), Tião, Dill, Beline (Guilherme), Ronald (Anderson).
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