
Foi no sufoco, foi no último minuto. Foi a vitória que o La Barca precisava para espantar de vez a crise (pelo menos dentro de campo) que assombrava as manhãs de sábado há mais de 3 meses. A campanha, que insistia em caminhar para ser uma das piores da história, ganha um golpe nos últimos 3 jogos e começa a enfrentar um La Barca dedicado e aguerrido, querendo vencer.
O jogo transcorreu com requintes de crueldade. Enquanto sofria alguns riscos, salvos por Zapata, que teve outra grande atuação, o La Barca desperdiçou muitas chances de gol em seus avanços ao ataque. Todos os atacantes (os meias e volantes também) perderam oportunidades, alguns mais que outros. Foi um jogo do quase: quase não sai jogo, por pouco não sai o gol do West Ham, por muito pouco não sai o gol do La Barca, quase não se concretiza a terceira vitória em 3 jogos.

O La Barca controlou o jogo, sofrendo alguns contragolpes que, ou eram interrompidos pela defesa, ou parados por Zapata. Ao atacar, porém, mostrava lentidão e burocracia na construção das jogadas. Com dificuldade de aproximação e criação de conexões de jogo entre volantes, meias e ataque, se tornou previsível e fácil de marcar. As chances de gol, mais do que fruto de triangulações e aproximações, surgiram de jogadas individuais ou troca simples de passes. Mas o futebol, já diziam os sábios, é simples.
O gol da vitória, no entanto, veio da única forma que poderia acontecer. Will, que hesitou por meio segundo entre cair ou não na área após sofrer carga da marcação, garantiu o pênalti nos minutos finais. Tião, que não pipocou e assumiu a responsabilidade, bateu com categoria. O goleiro nem saiu na foto, preferindo ficar cravado no centro da meta. Era o gol da vitória, do alívio e da satisfação de quem pode dizer que voltou a vencer, mesmo sem convencer. O sorriso de quem ganha…
LA BARCA – Zapata, Kiko (Áureo), Badeco, Fá (Rafinha), Carboni (Heron), Natã, Will, Lúcio (Ronald), Tião (Pedrinho), Paulo (Anderson), Beline (Fernando).
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