
Em partida movimentada e cheia de alternâncias, o La Barca acabou derrotado por 4 a 3 pelo RESI após sair em vantagem duas vezes no placar. Em um jogo de pouca tranquilidade defensiva e muito repertório ofensivo, a equipe mostrou força na frente, mas acabou castigada pela eficiência adversária nos momentos decisivos.
O começo parecia desenhar uma tarde confortável. Com boa circulação de bola e ocupando o campo ofensivo, o La Barca rapidamente abriu dois gols de vantagem. No primeiro, Pedrinho encontrou espaço pela direita e colocou na cabeça de Anderson, que apareceu bem na área para testar firme e inaugurar o placar.
Pouco depois veio o lance mais bonito da partida e provavelmente um dos mais difíceis de reproduzir sem ajuda do VAR. Japão percebeu a infiltração de Pedrinho e lançou com precisão. Antes mesmo da bola tocar o chão, o camisa 20 fez um golaço de joelho em um movimento rápido demais para o goleiro reagir, acertando uma conclusão improvável e ampliando para 2 a 0 e deixando até o banco sem muita convicção sobre o que tinha acabado de acontecer.

Com a vantagem construída, o La Barca parecia ter o controle do jogo. Mas o RESI cresceu na partida, acelerou o ritmo e aproveitou os espaços deixados pela equipe labarquense, que passou a encontrar dificuldades na recomposição. Ainda antes do intervalo, os adversários conseguiram buscar o empate e recolocaram tensão em uma partida que parecia encaminhada.
Mesmo após ceder a igualdade, o La Barca voltou melhor para a sequência do jogo e retomou o controle do jogo. Japão apareceu novamente em boa jogada ofensiva para marcar o terceiro gol e devolver a sensação de controle à equipe.
Só que a manhã de sábado definitivamente não era amiga da estabilidade defensiva. O RESI respondeu mais uma vez, empatou novamente e, já nos momentos finais, aproveitou uma desatenção para virar a partida em um confronto que alternou domínio, pressão e caos em proporções muito semelhantes.
Nos minutos derradeiros, o La Barca tentou pressionar de todas as formas. Teve lançamento direto, presença ofensiva acumulada e aquela organização emocional típica de time que decide abandonar qualquer compromisso tático em troca de uma última bola salvadora. A reação, porém, parou na defesa adversária.
Em jogo de sete gols, quem saiu com o sorriso no rosto não foi o La Barca.
LA BARCA – Vini, Kiko (Rafinha), Badeco, Fá, Edu (Carboni), Pedrinho, Natã, Japa, Ronald, Anderson (Paulo), Nando (Beline).
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